Configurar o imposto próprio (ISS que você deve)

O que este artigo resolve #

Deixar o Qubex pronto para apurar o imposto que a sua empresa deve sobre o próprio faturamento — o ISS das notas que você emite. É uma configuração de uma vez só.

Antes de começar #

Tenha à mão, no plano de contas e nos cadastros:

  • uma natureza financeira para o imposto (ex.: 2.01.002 — ISS);
  • o credor, que é a prefeitura, cadastrado como parceiro;
  • a conta de onde a guia vai sair.

Por que existe um bloco só para isso #

Na tela de Contábil › Configurações Contábeis existem três blocos de imposto, e eles respondem perguntas diferentes:

BlocoDe quem é o impostoQuem recolhe
Retenção na entradado fornecedorvocê, que reteve dele
Retenção na saídaseuo cliente, que reteve de você
Imposto PRÓPRIOseuvocê

O terceiro é o deste artigo, e ele tem uma diferença que muda a contabilidade:

Nos outros dois há sempre uma retenção — dinheiro que alguém segurou. Aqui não há retenção nenhuma: o imposto é seu e só entra no razão quando a guia é lançada.

Por isso a natureza aqui é uma dedução de receita, e não uma conta de passagem que fecha em zero. Não espere ver saldo zerado nessa conta: não existe contrapartida para anular.

Passo a passo #

1. Abra a configuração #

Contábil › Configurações Contábeis, e desça até o bloco Imposto PRÓPRIO — o que devemos sobre o nosso faturamento.

o bloco, com a linha do ISS preenchida e os demais tributos em
o bloco, com a linha do ISS preenchida e os demais tributos em “Não controlar”.

2. Preencha a linha do imposto #

Cada tributo é uma linha. Para o ISS:

  • Natureza — a conta onde o imposto cai. Enquanto ficar em “— Não controlar —”, o tributo não aparece na tela de apuração.
  • Credor — a prefeitura. É quem vai figurar como fornecedor no título a pagar.
  • Conta de saída — de onde o dinheiro sai.
  • Dia de vencimento — o dia do mês seguinte em que a guia vence. O Qubex usa isso para sugerir a data e, quando o dia não existe no mês, cai no último dia.
  • Código de receita — opcional, para guias que pedem código.

3. Salve #

O botão do bloco salva só este bloco. Os outros dois continuam como estavam.

Não reuse a natureza da retenção #

É tentador apontar o ISS próprio para a mesma conta de “ISS retido” que a retenção de saída usa. Não faça.

Não é questão de duplo-cômputo — são notas diferentes, e os valores não se somam errado. É que misturar as duas torna a linha do DRE ilegível justamente quando alguém for investigar: você não vai conseguir separar o que o cliente reteve de você do que você recolheu por conta própria.

Use uma natureza própria. Duas linhas no plano de contas custam menos que uma investigação.

Juntar tributos na mesma natureza, aqui, é normal #

Ao contrário da retenção de entrada, não há problema em apontar ISS, PIS e COFINS próprios para uma mesma linha do tipo “Impostos sobre serviços”, se é assim que o seu plano de contas trabalha. Aqui nada precisa fechar em zero, então o agrupamento não esconde nada.

O que isso muda no seu negócio #

Cinco campos preenchidos uma vez, e a guia que a contabilidade manda todo mês deixa de ser digitação manual com rateio na planilha.

Quando dá errado #

O tributo não aparece na tela de Apuração de Impostos. A natureza dele está em “— Não controlar —”. É esse campo que liga o tributo.

A tela de apuração mostra “Configurar” em vermelho. A linha existe mas falta credor ou conta de saída. Passe o mouse no selo: ele diz qual dos dois.

Configurei PIS e COFINS e a coluna Apurado fica vazia. É o esperado. Só o ISS o sistema consegue reconstituir a partir da nota — os demais dependem de regime, base acumulada e créditos que ele não conhece. Eles aparecem na tela e aceitam o valor digitado normalmente; só não trazem o número de conferência ao lado.

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Quais são seus sentimentos

Atualizado em 21/09/2026