Produtos e serviços: a aba Fiscal

Preencher os campos fiscais de um serviço para que a NFS-e saia — e para que a nota vire dinheiro a receber no Financeiro.

Produto e serviço são o mesmo cadastro #

No Qubex não existe uma tela para produto e outra para serviço. Existe Produtos, e o que separa os dois é o campo Tipo: Produto Final, Insumo, Serviço, Kit / Pacote e HH – Homem Hora.

Isso importa porque o resto do sistema — orçamento, pedido, nota — trabalha com uma lista só. Você monta uma proposta misturando serviço e produto sem trocar de cadastro.

O cadastro tem quatro abas: Dados Gerais, Preço / Custo, Logística e Fiscal. Para faturar serviço, as que importam são a primeira, o Preço Padrão e a Fiscal — que é o assunto daqui.

A aba Fiscal atende dois mundos #

Ela mistura campos de dois documentos diferentes, e isso confunde na primeira vez:

  • NCM é de NF-e de produto. Se você vende serviço, ignore.
  • Cód. Serviço LC 116 é de NFS-e. É o campo que importa para você.

Preencher só o que se aplica ao seu caso é o certo — o Qubex não exige os dois.

Vincule o serviço pela busca, não digitando o código #

Do lado do campo existe Buscar LC 116 (por descrição ou código). Use ele. Digite o que você vende — por exemplo consultoria — e escolha na lista.

Aba Fiscal do produto no Qubex: busca do serviço LC 116 por descrição e o campo Natureza da Receita
Cada resultado da busca mostra o código municipal e a carga tributária que ele traz.

O Qubex vincula o item da LC 116 e avisa a carga tributária resultante (algo como “Serviço 17.01 / 170101220 vinculado — carga 8,15%”).

Buscar em vez de digitar traz de brinde o código municipal e as alíquotas já parametrizadas. Digitar o código na mão vincula o texto, mas não a regra tributária.

Os impostos não ficam no produto. ISS, PIS, COFINS, IRRF, CSLL e as retenções vêm da parametrização do serviço LC 116, em Contábil › Serviços LC 116. Isso é de propósito: a alíquota é do serviço e do município, não da linha do seu catálogo — e quando ela muda, muda num lugar só.

O campo que faz a nota virar dinheiro #

Ainda na aba Fiscal, seção Financeiro, existe a Natureza da Receita — visível no print acima, logo abaixo dos campos fiscais. A própria tela avisa: obrigatória para gerar o título a receber da NFS-e.

Sem ela, a nota é autorizada normalmente pela prefeitura — e o título simplesmente não nasce no Financeiro. Não aparece erro na sua frente; o dinheiro só não entra na previsão de recebimento. É o campo que mais causa “emiti a nota e ela não apareceu no contas a receber”.

A Classe de Valor ao lado é opcional: serve para separar por unidade de negócio. Em branco, vale o padrão da configuração.

O que isso muda no seu negócio #

Estes campos são preenchidos uma vez por serviço e valem para sempre. Cinco minutos no cadastro evitam a nota rejeitada no fechamento e o recebimento que não entra na previsão.

Quando dá errado #

“Nenhum produto com serviço LC 116”. A Central de Faturamento mostra isso na Pré-validação quando nenhum item do pedido tem o código vinculado. Abra o produto, aba Fiscal, e use a busca.

“Nenhum produto com Natureza (financeiro)”. Mesma tela, mesmo lugar: falta a Natureza da Receita.

“O produto precisa do código NBS”. Alguns municípios exigem — Barueri passou a exigir, e o ambiente nacional também. O campo Código NBS fica na mesma aba, logo abaixo.

A nota saiu, mas o título não apareceu. Quase sempre é a Natureza da Receita faltando na hora da emissão. Preencha no produto e, na tela da nota, clique em Gerar título a receber — veja Como emitir uma NFS-e.

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Atualizado em 14/08/2026