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title: "O PDI no Qubex: 70-20-10 é peso, não cota"
description: Por que o plano de desenvolvimento mostra dois números, e por que contar ações concluídas dá a resposta invertida.
url: "https://unesolutions.com.br/docs/pdi-no-qubex/"
updated: "2026-08-28"
category: Usando o Qubex / Gestão de Pessoas
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# O PDI no Qubex: 70-20-10 é peso, não cota

Entender como o Qubex organiza um Plano de Desenvolvimento Individual — e por que ele mostra **dois números** em vez de uma barra de progresso só.

## A conta que quase todo mundo faz está invertida

A régua natural para um plano é "ações concluídas dividido pelo total". Ela tem um problema que só aparece quando você olha dois planos lado a lado.

Um colaborador fez **três cursos** dos quatro que combinou. Outro **liderou um projeto** e ainda não terminou os três cursos dele. Pela contagem, o primeiro está em 75% e o segundo em 25% — e a conclusão é que o primeiro se desenvolveu mais.

Qualquer gestor sabe que é o contrário.

É isso que a metodologia **70-20-10** descreve: a maior parte do desenvolvimento vem da **prática** (70%), depois da **convivência** — mentoria, feedback, pares (20%) — e por último do **ensino formal**, cursos e certificações (10%). Ponderando os mesmos dois planos por essa régua, o primeiro cai para 12,5% e o segundo sobe para 87,5%.

Não é um ajuste fino. A contagem ingênua não é imprecisa: ela é **invertida**.

## Peso, não cota

Uma leitura errada comum é achar que o plano precisa ter ações nas três faixas, ou que precisa respeitar a proporção 70-20-10 na quantidade.

Não precisa. **70-20-10 é peso, não cota.** Um plano só com ações práticas é legítimo, e avança rápido. O que a metodologia diz é quanto **cada tipo de ação vale** no progresso — uma ação prática pesa sete vezes uma formal.

## Por isso são dois números

O Qubex mostra dois indicadores, e eles respondem perguntas diferentes:

- **Progresso** — *quanto do plano atual está feito*, ponderado por 70-20-10. É execução.
- **Composição do plano** — *como as ações estão distribuídas* contra a metodologia. É qualidade.

O segundo é o que denuncia o plano bem-intencionado e fraco. Três ações em cada faixa parecem equilibradas e não são: dão 33% / 33% / 33% onde a metodologia pede 70 / 20 / 10. Um plano concentrado em cursos avança devagar **mesmo quando os cursos terminam** — e é melhor descobrir isso ao montar do que seis meses depois.

![Os dois números do PDI no Qubex: o progresso ponderado 70-20-10 e a composição do plano contra a metodologia](https://unesolutions.com.br/wp-content/uploads/2026/08/qubex-pdi-dois-numeros-v2.png)
O plano da esquerda está 69% feito. O da direita avisa que a distribuição das ações não segue a metodologia.

## A forma do plano

Lendo o diagrama:

- O **PDI** é de um colaborador, conduzido por um gestor, com início e prazo.
- Ele tem **um ou vários objetivos**. Cada objetivo é **uma competência** a desenvolver, com o **nível atual** e o **nível desejado** na escala de 1 a 5.
- Cada objetivo tem **as suas ações**, e cada ação é **prática, social ou formal**.
- Em paralelo correm as **revisões** — os check-ins, que é a parte que faz o plano viver.

Os níveis são um **retrato do momento em que o plano foi feito**. Eles não se atualizam sozinhos com a próxima avaliação, e é proposital: o plano precisa lembrar de onde a pessoa partiu.

## De onde um plano nasce

Dois caminhos, e os dois valem:

- **Do zero**, quando o gestor já sabe o que quer desenvolver.
- **De uma [avaliação de desempenho](https://unesolutions.com.br/encyclopedia/avaliacao-de-desempenho/)**, aproveitando os gaps que ela já mediu — as competências em que a nota ficou abaixo do nível exigido pelo cargo. Nesse caso o plano guarda de qual ciclo veio. É a [Matriz de Criticidade](https://unesolutions.com.br/docs/o-que-e-a-matriz-de-criticidade-e-como-usa-la-no-desenvolvimento/) que ordena quais gaps merecem virar plano primeiro. O passo a passo está em [Do gap ao plano](https://unesolutions.com.br/docs/pdi-a-partir-da-avaliacao/).

O segundo caminho é o que fecha o ciclo: avaliar sem plano vira relatório, e planejar sem avaliar vira palpite.

## Quem faz o quê

- **O gestor conduz.** É ele que monta o plano, registra as revisões e encerra.
- **O colaborador acompanha.** Ele vê o próprio plano e **não altera** — o que protege o histórico sem esconder nada dele.
- **A aprovação é um fato registrado, não uma tranca.** O sistema guarda a data em que o gestor aprovou e a data em que o colaborador concordou. Nenhuma das duas impede o plano de andar: elas documentam que houve conversa.

## O que isso muda no seu negócio

Um PDI em planilha vira arquivo morto em três meses, porque ninguém volta nele. Aqui o plano tem data de próxima revisão, e cada revisão deixa um número congelado — o que transforma "acho que a Fernanda evoluiu" em uma linha do tempo que dá para mostrar.

E o segundo número muda a conversa no momento de montar: em vez de discutir se o plano está bom, dá para olhar a composição e ver que ele é 90% curso.

## Quando dá errado

**O progresso não sobe mesmo com ações concluídas.** Provavelmente as concluídas são formais. Elas valem 10% — é a metodologia funcionando, não um defeito.

**O progresso caiu de uma revisão para a outra.** O plano cresceu: entraram ações novas e o denominador aumentou. Por isso cada revisão guarda **o score e a contagem de ações** daquele momento — sem o denominador, ninguém explicaria a queda.

**Uma ação aparece como atrasada e eu não marquei nada.** *Atrasado* não é um estado que se escolhe: é consequência do prazo ter passado com a ação em aberto.

## Relacionado

- [Montar um plano de desenvolvimento](https://unesolutions.com.br/docs/montar-pdi/)
- [Do gap ao plano: criar o PDI a partir da avaliação](https://unesolutions.com.br/docs/pdi-a-partir-da-avaliacao/)
- [A revisão do PDI](https://unesolutions.com.br/docs/revisao-pdi/)
- [O que é a Matriz de Criticidade](https://unesolutions.com.br/docs/o-que-e-a-matriz-de-criticidade-e-como-usa-la-no-desenvolvimento/)
